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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

O Advogado capítulo 2



Capítulo 2

— Tudo bem, ele trabalha em qual hospital?
A minha simples pergunta faz a minha patroa revirar os olhos em um
gesto impaciente e eu não entendo o motivo.
— Ele não é médico, é advogado Anastácia. – Ela explica
impacientemente. — Agora vá, ele já deve estar te aguardando e não
esqueça, apenas entregue o documento nas mãos do Dr. Cristhian.
Tento passar confiança para ela com um sorriso, o que não ameniza a
careta que a minha patroa faz.
— Tudo bem, não se preocupe.
Seguro o documento como se fosse a minha vida e começo a
caminhar.
— Anastácia.
— Oi, senhora.
— Você deveria investir melhor nas suas roupas, fica muito bonita
arrumada.
Contenho meu riso, pois com certeza acabo de ouvir uma piada e eu
tenho outras prioridades.
— Gostaria muito, senhora. Mas no momento estou juntando
dinheiro para fazer um curso.
Dorothy me observa enquanto positivamente balança a cabeça.
— Sua mãe ficaria bastante orgulhosa de você.

Isso eu sei que sim, ela não queria mesmo que passasse a vida
trabalhando no serviço doméstico, o sonho da minha saudosa mãe, é que eu
fosse para faculdade.
— Eu prometi para mamãe que eu não desistiria de estudar, quero ser
professora ou assistente social.
Meus olhos ficam marejados, faz tão pouco tempo que ela se foi.
— Faz bem.
Ela responde secamente e com gestos me manda seguir. Após me
despedir, caminho até a saída de casa, ao abrir a porta vejo que Barreto já
me espera fora do carro e com a porta de trás aberta.
— Já que está vestida tipo patroa, vou te levar como se fosse uma,
agora entre antes que alguém veja.
Pela primeira vez no dia ou em semanas ele me diverte, aceito fazer
parte da brincadeira e vou para parte de trás.
— Vê se não se acostuma.
Eu poderia facilmente me acostumar com o conforto, ou
simplesmente morar dentro do carro que é mais confortável que minha
cama.
— Você fala como se eu só andasse aqui.
O semblante de Barreto fica um pouco mais sério, vejo pelo
retrovisor.
— Infelizmente eu sei que não, mas você merece, delícia. Olha, eu
não tenho um carro desse, mas tenho um celtinha que faço questão de te
colocar dentro dele.
Ele dá uma piscadela e eu reviro meus olhos na mesma hora. Será que
ele ainda não percebeu que não vai rolar?
— Esqueça, eu jamais vou entrar em seu carro. – Tento controlar
minha língua, mas é em vão. — Barreto, não entenda errado, mas eu não te

vejo como namorado, você tem mais que o dobro da minha idade.
— Porra, que viadagem de preconceito é essa, novinha? Eu posso te
ensinar coisas que nenhum garoto pode.
— Não tenho preconceito nenhum, apenas quero namorar um rapaz
mais jovem.
Ele fica automaticamente sério e segue o caminho, sem mais dizer
uma palavra por um longo trajeto, até parar em frente a um prédio de
aproximadamente uns vinte andares, com o vidro fumê na parte externa e
bastante luxuoso. Acabo agradecendo mentalmente pela doação das roupas
que acabo de ganhar.
— Vai logo, Anastácia. Não me diga que está esperando que eu abra a
porta.
Ele me assusta com o tom de voz, percebo de imediato que o corte
que dei há minutos, pôs fim ao clima amigável.
— Calma, não precisa falar assim comigo. Eu já vou.
Ainda me sentindo tensa, abro a porta do carro e antes de sair...
— E não demore, você mora no fim do mundo e eu tenho que te levar
em casa.
Ele avisa, fecho a porta e caminho toda apressada tentando não trocar
as pernas. Merda! Eu não sou obrigada a aguentar suas piadinhas o tempo
todo.
Assim que entro no prédio, meus olhos ficam encantados com o
ambiente, eu já estou acostumada com o luxo da casa da minha patroa, mas
nada, absolutamente nada se compara com esta recepção, cheia de lustres
que mais parecem cascatas de pedras preciosas, um chão que nem posso

sonhar em andar de perna aberta pois minha calcinha pode aparecer no
reflexo, uns sofás mais largos que minha cama de solteiro e homens e
mulheres que parecem ter saído de revistas de moda.
— Boa tarde, posso ajudá-la?
— Pode sim.
Respondo no automático, vou me virando em direção a voz e paro
assim que observo a jovem que me tirou das minhas viagens. A elegância
dela simplesmente exala pelo ar.
— N-na verdade, estou procurando o Dr. Cristhian, ele está me
esperando, sou Anastácia, a funcionária da Sra. Dorothy.
Ela me explica que é para eu ir ao último andar, que ele já me aguarda
e me dá um código para o elevador. Pelo o que ela me explicou, só
funcionará duas vezes, para minha subida e descida.
— Obrigada por me ajudar.
— É o meu trabalho, sou Natália, a secretária do Dr. Cristhian.
Uau! Eu nunca imaginei que existia uma secretária tão chique.
Apertamos as mãos rapidamente e enquanto aguardo o único elevador que
vai até o último andar, começo a ficar nervosa, provavelmente por estar
acanhada com o ambiente.
Assim que entro no elevador rodeado de espelhos, aproveitando que
estou sozinha, digito o código e enquanto o tempo passa, conto andar por
andar.
Até que a porta se abre, em um ambiente ainda mais luxuoso. Uma
mistura de escritório com sala de reunião, onde até mesmo tem um bar, eu
me sinto em uma novela. Ao olhar para os lados, observo que estou
sozinha, e curiosa, caminho pelo ambiente para olhar a vista da enorme
janela de vidro que toma toda parede.
—Nossa! I sso com certeza dá medo.

Sussurro baixinho, minhas pernas parecem que vão falhar, fecho os
olhos e dou quatro passos para trás, até esbarrar em uma parede humana
enorme, e antes mesmo que eu possa raciocinar, seu perfume maravilhoso
invade minhas narinas me deixando arrepiada.


Cristhian Grey 

Para minha satisfação, ouço que ganhamos mais uma causa, viro-me
em direção a minha cliente que respira ofegante por causa da ansiedade que
lhe acometeu a alguns minutos antes do veredito, aperto sua mão para a
parabenizar, ela me agradece ainda com a voz trêmula e então caminho para
o estacionamento.
—Dr. Cristhian.
Paro ao ouvir o chamado e ao virar na direção da voz, vejo o advogado
perdedor da causa vindo ao meu encontro. Puta merda, eu não mereço.
—Dr. Claudio.
Apertamos as mãos.
—Parabéns, devo admitir que seu último argumento me pegou
desprevenido.
Continuo o observando, pois sei bem que seu elogio provavelmente
tem algum motivo.
— Obrigado e sobre o argumento, um bom advogado sempre tem um
para o grand finale.
Ele concorda com gestos.
— Eu sei, mesmo que esse argumento sejam milhões na conta da juíza?

Porra, será que quem perde nunca aceita?
— Poupe-me da sua acusação, até porque isso pode te render um processo por difamação.
Não fico para ouvir sua resposta sem cabimento, até porque sinto-me cansado e ainda preciso voltar a empresa.
Ao chegar no estacionamento, para minha surpresa, encontro minha
cliente encostada no meu carro Aston Martin, ao observá-la, conheço muito
bem o seu ar de felicidade, o rosto corado e ansiedade na sua respiração
acelerada, a ruiva linda que acompanhei nos últimos meses por causa da
contratação está querendo aquilo.
— D-desculpa te esperar aqui, mas acho que ainda não te agradeci o
suficiente por hoje.
Dou mais dois passos em sua direção e observo ao olhar para baixo através da roupa seu mamilo teso e a safada com a boca entreaberta.
— Acredito que já acertamos os honorários na G&G Advogados.
Ela toca em meu ombro e aperta o local, provavelmente curtindo o que
sente.
— Você sabe do que estou falando doutor. Com certeza percebeu que
eu...
Toco em seus lábios para silenciá-la.
—Eu percebi que você quer me dar desde que assinamos contrato, mas
sou profissional e não fico com clientes.
Ela geme ao ouvir que eu sei da sua vontade.
— Já que você sabe, preciso lembrá-lo que não temos mais nenhum vínculo?
Ela parece sedenta e eu apesar de cansado, seria relaxante ter algum prazer inesperado, então me aproximo colando nossos corpos após olhar que
o ambiente está vazio.
— Eu preciso ser sincero.

Sussurro em seu ouvido.
— Por favor, seja.
Gosto de sentir a sua urgência na voz e respiração.
— Se você quer apenas sexo e sabe lidar com momentos casuais, entre
no meu carro e tire sua calcinha, não vamos ter mais que meia hora ao
chegarmos no meu escritório.
Me afasto, ela me olha um pouco surpresa, mas seus olhos brilham
com a luxuria que percorre seus pensamentos, tenho certeza que sua boceta
já molhou toda.
Já que temos um acordo, abro a porta, Clarissa entra rapidamente, vou
para o outro lado e assim que me acomodo, ela me puxa para me beijar. Será
que ela não entendeu? Se ainda não, eu preciso ser claro, para o seu próprio
bem.
— Clarissa, nós só vamos foder, somos adultos, teremos apenas o que queremos, prometo que você vai me sentir em sua boceta por mais de uma
semana, e adiante a minha vida, tire sua calcinha.
De um modo extremamente safada ela levanta a saia, me mostrando as
suas coxas, com certo esforço e movimentando o quadril, segura as laterais
da calcinha que vejo que é minúscula e vermelha como seus cabelos, depois
a guarda na bolsa e ansiosamente fricciona as pernas. E eu já quero vê-la
pedindo mais.
Com uma mão no volante dirijo sem me preocupar em passar marchas
já que meu carro é automático, com a direita aciono uma playlist sensual e
para deixar Clarissa ainda mais excitada, repouso minha mão em sua coxa.

Para minha satisfação, em resposta, ouço um gemido, a safada começa a
abrir as pernas e eu gosto muito da sua atitude.
— Quer começar a gozar aqui?
Ela coloca a mão por cima da minha.
— N-não é a-arriscado?
Pode até ser, mas não para mim que tenho prática.
— Se abra mais.
Ordeno, assim ela faz, demoradamente acaricio a parte interna das suas
coxas, ela rebola para frente me dando mais acesso, geme alto chegando ao
ponto de acariciar os seios e quando meu dedo encontra seu clitóris inchado,
ela grita meu nome.
— Não para, Cristhian. Não para.
A safada pede desesperada quase tirando o cinto de segurança,
ignorando o trânsito e sentando em meu colo.
— Já vamos chegar, mas uma esquina e você vai gozar no
estacionamento.
Acaricio a entrada da boceta com dois dedos afastando os grandes
lábios e introduzo, ela vai me sugando e gemendo alto enquanto entro no
estacionamento da empresa e desligo o carro.
A sua empolgação e carência é tanta que fico compadecido de tirar meus dedos para irmos logo para sala, então aumento o movimento até ver a
ruivinha pegando fogo, revirando os olhos, apertando os seios e molhando minha mão toda.
Se tem algo bonito de se ver, é uma mulher perdendo o controle ao gozar, isso me excita demais a ponto de sentir meu pau doendo ainda preso
na calça.
— Nossa! E-eu ejaculei?
Ela parece surpresa ao perceber que teve um squirt* e seu rosto está
completamente avermelhado. Será que é a primeira vez?

— Sim.
Squirt – Ejaculação feminina
Seco minha mão em um lenço.
— Vamos, Clarissa. É só o começo.
Vou para o outro lado do carro, abro a porta, a ruivinha parece não se
sustentar nas pernas, aciono o botão para chamar o elevador e ficamos
esperando de forma disfarçada, com certeza não quero nenhum funcionário
falando sobre minha vida.
Assim que o elevador chega, entramos, insiro o código que nos levará
para o último andar numa porta que se abre diretamente em minha sala,
carrego a ruivinha safada que cruza as pernas em meu quadril, ela sente meu
martelo duro, pronto para dar o veredito, rebola no meu pau e aproveitando a
proximidade, passo minha mão por baixo da sua coxa, acaricio sua boceta e
em seguida seu cu com meu dedo lubrificado e a gostosa grita de prazer.
— Você quer aqui também?
— Simmm.
Ela me dá a permissão, com certeza já está acostumada.
— Vou te comer todinha, de todas as formas, posso?
Provoco descaradamente sussurrando e acariciando sua bunda.
— Deve, por favor.
Ao chegar na sala, a coloco no sofá, peço para que ela fique toda
empinada de quatro enquanto busco as camisinhas na gaveta. Quando volto,
abro minha calça, visto meu pau que lateja em minha mão, abro sua
bocetinha e quando estou pronto para meter, ouço o aviso do elevador, sei
que alguém foi liberado para subir, então lembro-me, uma cliente está
chegando, pois marquei o horário mais cedo. Porra!
— Vá para banheiro, uma cliente está subindo.

Clarissa fica inconformada, vai quase chorando pela frustração, vou junto para me ajeitar, livro-me do preservativo, aguardo algum tempo para
meu pau voltar ao normal, apronto-me e após lavar a mão, volto para sala.
Para minha surpresa, vejo uma jovem caminhando em direção a
enorme janela. Com pernas gostosas de apertar, saltos altos que me
enlouquece e uma saia com um certo movimento que me hipnotiza. Ao
levantar minhas vistas, vejo seus longos cabelos negros quase em sua cintura
e como um ímã, caminho em sua direção, ela está tão concentrada ao olhar
para baixo que não me nota.
Quando chego bem perto, ela dá alguns passos para trás e seu delicioso
quadril vem em direção ao meu pau, fazendo com que ele acorde novamente.
Porra!
—Ahhh, me desculpa.
Ela se vira desesperada, no mesmo instante se embola em suas próprias
pernas e eu a seguro rapidamente. Por causa da aproximação, seus seios
acabam roçando meu peitoral e minha mão aperta sua cintura.
Que mulher é essa que mesmo tão nova e com olhos tão cansados é extremamente linda?

Continua....

O Advogado capítulo 1


Capítulo 1

Anastácia Stelle 

Arrumo, passo, cozinho, lavo, corro atrás de crianças quando a patroa
recebe visita, acumulo mil e uma funções e no final do mês, nem mil e
duzentos continhos eu levo para casa.
Casa essa que praticamente não vivo, ou melhor, chego tão esgotada
que apenas durmo, desmaio e vegeto após um longo dia de trabalho e mais
de duas horas de trânsito onde enfrento um ônibus lotado e um metrô que
me leva para o subúrbio. No final do dia sinto-me tão cansada, esgotada,
que meus dezoito anos tem o peso de no mínimo o dobro.
Eu sei que posso parecer uma garota que só murmura sobre a
exaustiva realidade, mas na verdade eu agradeço a sorte que tive ao
encontrar trabalho na casa da dona Dorothy Menezes, uma senhora que me
acolheu após a morte de minha mãe que trabalhou para sua família a vida
toda.
— Sonhando com a vida, Anastácia?
Assusto-me com a voz da minha patroa e por pouco não deixo a
vassoura cair no chão impecável todo no porcelanato importado.
— Nãoooo, senhora! Desculpa, eu só parei para respirar um pouco.
Ela me observa e educadamente caminha em minha direção.

— Não tem problema, eu apenas quero que você me faça um favor e
até te dispensarei mais cedo.
Recebo a melhor notícia que me faz flutuar de felicidade.
— Preciso que você vá em um lugar e leve um documento. Deixe
tudo como está, se arrume e em uma hora, meu motorista vai te levar.
Fico curiosa, mas não estou em condições de questionar.
— Então vou me arrumar agora mesmo. Licença, dona Dorothy.
Começo a caminhar completamente animada pois levar um
documento seja onde for, vai ser de qualquer forma uma diversão, um
desvio na minha rotina de cão.
— Carla, volte aqui.
Ah! Será que ela se arrependeu?
— Oi?
Paro de caminhar, viro-me em sua direção e observo a minha patroa.
— Deixei no quarto que você guarda as suas coisas, uma mala de
roupas que foi da minha filha, muitas são novas, você sabe como Patrícia é,
compra sem pensar, nunca usa e vocês são quase da mesma idade.
Realmente Patrícia é bem consumista e um pouco mais velha que eu.
— Tenho que concordar, senhora.
Acabo comentando e por esse motivo minha pele branquinha queima
de vergonha, mas minha patroa sorri, pelo jeito não ultrapassei tanto o
limite.
— Pois bem, separei para você algumas peças, espero que sirvam.
Ela ainda tem dúvida? Deus bem sabe o quanto preciso de roupas, já
que as minhas estão bem surradas e apertadas, pois desde que minha mãe se
foi, eu não sei o que é comprar uma blusa.

— Tem uma mala menorzinha com sapatos também, sei que você
calça o mesmo número da minha princesa.
Controlo-me para não pular de alegria, pois as roupas e sapatos da
Patrícia são super lindas, na verdade, perfeitas demais para minha realidade.
— Agora vá, não quero que se atrase.
Agradeço os presentes e me retiro, quase que correndo para o quarto,
precisava desesperadamente ver o que ganhei.
— Para onde vai assim, delícia?
A voz perturbadora do motorista Barreto me faz interromper os
passos ao mesmo tempo que sinto o meu sangue fervendo.
— Dá para parar de me chamar assim? Eu não estou mais
suportando.
Ele se aproxima ainda mais praticamente me deixando sem passagem
e me forçando a empurrá-lo.
— Difícil não te chamar assim. Já se olhou no espelho, Carla? Você é
maravilhosa.
Reviro os olhos cansada e no limite, empurro Barreto. Logo depois
sigo ansiosa para o quarto até alcançar a mala que está em minha cama e
enlouqueço com o que vejo.
A quantidade das roupas suprirá minhas necessidades pelos próximos
três anos já que economizo bastante e os cinco pares de sapatos lindos, se
usados de forma bem alternadas, também terão uma boa durabilidade. Sem

falar na beleza de todas as peças, são de pirar qualquer uma e pouco me
importa se a moda já passou, pois são perfeitas.
A cada roupa que vou retirando da mala, meus olhos brilham, a
maciez dos tecidos, a delicadeza dos cortes, os tons mais perfeitos que já vi,
deixam meus olhos marejados, eu com certeza nunca ganhei algo parecido e
para minha surpresa, tem até vestido de festa.
Fico ansiosa para provar cada uma das peças, mas me lembro do meu
compromisso, então me levanto correndo, tomo um banho gostoso e volto
para o quarto, para pegar minha roupa, mas uma ideia surge. Por que não
usar algo novo?
Escolho um vestido azul um pouco justo, com um detalhe de um
tecido mais solto que tem no comprimento na altura da coxa, um pouco
acima do joelho. Para completar, escolho uma sandália bege, extremamente
delicada e me sinto outra, se não fosse por minhas olheiras que deixam ao
redor dos meus olhos um pouco avermelhados, poderia me passar por uma
garota chique da alta sociedade.
Tento disfarçar um pouco minha aparência cansada com uma leve
maquiagem, ajeito meus longos cabelos com as pontas dos dedos, passo um
brilho labial e assim, sinto-me pronta para fazer o favor a minha patroa.
Antes de sair, guardo na mala as peças que na ansiedade espalhei pela
cama, fecho e saio arrastando ambas, por sorte são de rodinhas.
— Puta merda, como você fica ainda mais gostosa fantasiada de
patroa.
Mais uma vez Barreto passa dos limites, tento controlar meus nervos
e passo direto por ele.
— Ei, calma delícia. Não precisa fugir.
Ele corre e me ultrapassa.
— A patroa mandou vir te encontrar por causa das doações que você
recebeu, vou te levar no tal lugar para você entregar o documento e depois

em sua casa. Agora me dê as malas, vou levar para o carro. Enquanto isso,
vá ver a chefa, ela te espera no gabinete.
Assim faço o caminho a passos largos mesmo que receosa por não
saber me equilibrar tanto nos saltos e vou de encontro a Dorothy.
Assim que entro no escritório, percebo nos olhos da minha patroa o
espanto ao me ver e demoradamente passeia o seu olhar com um tom
curioso por toda minha produção.
— Bem, já vi que você se agradou das roupas e devo admitir que
essa ficou ótima.
Sinto-me ainda mais agradecida com seu elogio.
— Obrigada. E a senhora não imagina o quanto gostei, nem tenho
como agradecer.
Dorothy se levanta sem me olhar e caminha até um armário onde
mexe em alguns documentos.
— Na verdade, tem sim. Por não estar me sentindo muito bem, você
vai me fazer um favor. Quero que entregue esse documento diretamente nas
mãos do *Dr. Adriano, ele já está te aguardando.

* O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. É também uma
questão de costume no Brasil, usada no livro.

Continua....

O advogado personagens

Personagens
Anastácia Stelle 
Cristhian Grey 
Irmã do Cristhian 
Motorista do Cristhian 
Dorothy Menezes Patroa da Anastácia 
Patrícia Menezes filha da Dorothy 
Barreto motorista da Dorothy 
Cozinheira e amiga do Cristhian 

bela mentira

Capítulo 6 Cristhian   Se horas atrás a festa estava cheia e as pessoas transavam, bebiam e dançavam, agora que todos estão a ponto de ter u...